INTERROGAÇÃONeste tormento inútil, neste empenho
De tornar em silêncio o que em mim canta,
Sobem-se roucos brados à garganta
Num clamor de loucura que contenho.
Ó alma da charneca sacrossanta,
Irmã da alma rútila que eu tenho,
Dize para onde eu vou, donde é que venho
Nesta dor que me exalta e me alevanta!
Visões de mundos novos, de infinitos,
Cadências de soluços e de gritos,
Fogueira a esbrasear que me consome!
Dize que mão é esta que me arrasta?
Nódoa de sangue que palpita e alastra…
Dize de que é que eu tenho sede e fome?!
Florbela Espanca

Florbela Espanca...
ResponderEliminarpor tantos incompreendida, por tão poucos sofrida...
E o quanto eu gosto sempre de lê-la...
Beijinhos
... e quanto eu amo o Seu Sentir... quantas vezes tão perto do meu...
ResponderEliminarBeijinhos
continue...continue...grande abraço!
ResponderEliminarOla!
ResponderEliminarObrigada pelo comentário.
Ultimamente não tenho tempo para deixar fluir o que me vai na alma...
Já tenho saudades de o fazer, no entanto, infelizmente, as obrigações profissionais preenchem o pouco tempo que dispunha.
Florbela é uma escritora invejável.
ResponderEliminarO seu estilo é cheio de verdades, as mágoas são exposta sem vergonha de mostrar a dor de quam ama o incerto.
Bjs minha linda
Olá!
ResponderEliminarConcordo plenamente com o seu comentário. Florbela Espanca é, sem sombra de dúvida, admirável!
Bem vinda eu meu refugio.
Obrigada.