domingo, 16 de agosto de 2009

Sem rumo... - 16/08/09


Sem rumo, perdida neste meu trilho espinhoso…
... e o Tempo, esse, persiste em arrastar-me brutalmente…
Estropiada e já sem forças, nada faço para travar este curso.
Rodopio, atordoada, na tempestade voraz que me arrebatou…
... presa na teia que a vida me fiou.
Exausta, já não ofereço resistência.
Sem razão aparente?... só de aparente tem…
Num Olhar turvado, desvitalizado, não encontro saída deste turbilhão, que me inflige suplício permanente…
Aguardo, serenamente, que a intempérie acabe por me desintegrar…
... transformar em grão de pó, da Terra que me moldou.
Lutar contra tamanho Poder?
Hoje, resigno-me… já não ofereço oposição.
Debati-me até a exaustão…
Desta Vida levo solidão, sofrimento e raríssimos momentos “felizes”... tão raros que se diluíram perante o todo.
A Esperança, que nos mantém, sucumbiu perante o peso da Dor.
Avisto, ao longe, a miragem da Manela sonhadora… a que lutava contra obstáculos…
... Sonhava, tinha Esperança… “alimento” da sua força…
Encetei um percurso sem alento...
Aqui, já nada sinto… não me inquieta o que possa advir…
... quando perdemos a Esperança, iniciamos o processo que leva ao fim…
Grande parte de mim já se encontra do outro lado...
Um Adeus é o que desejo a esta Vida…
... um “Adeus e ponto”.
Manela

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