quarta-feira, 15 de julho de 2009

Em breve... - 15/07/09


Em breve num lugar que ajudará a despertar Sonhos, a consolidar os que já existem e a Ver com nitidez.
Levo angústia por quem amo, saudades dos que ficam…
… esta será uma viagem com “volta”, por ser a mais real que já fiz.
Pelo que levo em mim e pelo que trarei ao regressar.
Serão momentos para reflectir, “arrumar” a minha “casa”… revestidos de emoções profundas, sentires reais.
…auxílio para transformar o Translúcido em Transparente.
Farei desta viagem uma Prova, por jamais deixar os meus sonhos “escaparem” por entre as mãos.
Deixar de Crer seria morte espiritual e espírito Acredito ser.
Sofrer é uma condição de Viver.
Até já, será a expressão, “ furtada” de alguém, que direi ao partir, aos que moram em mim e à Manela que, ultimamente, se deixou arrastar pelas mãos do Tempo.
A que regressar, dar-lhe-á apenas a mão, mas caminhará no sentido almejado por si.
Manela

terça-feira, 14 de julho de 2009

Atropelamento - 13/07/09


Se fosse supersticiosa, este dia teria a conotação que aqueles que o são lhe dariam.
Neste dia, não Me senti. Fui Nada e tudo à minha volta Nada foi…. sussurros repletos de trivialidades chegaram a agredir-me sem tomarem consciência e, provavelmente, sem intenção.
Não posso culpá-los da “ oferenda” que a Vida acabara de trazer até mim.
Violentamente estropiada pela Lei Natural da Vida, mais uma vez, num curto espaço de tempo…
… uma Mãe já perdi e parte de mim está com ela. Vou também perder a que subsiste?
Quando esta lei bate a porta de quem muito amamos, subitamente, tudo nos parece tão comum…
Cheguei mesmo a sentir asco do que comummente Fazemos, do que não Vê-mos, do que deixamos passar ao lado, quando trocamos o verdadeiro Existir pela “vidinha”.
Hoje, senti tudo o que não consigo transpor para esta forma de comunicar.
A possibilidade de perder a minha mãe, vorazmente arrebatou-me num misto de desespero e desdém.
Desculpem-me aqueles que hoje, estiveram comigo… mas não Vos Senti… quase me pareceram miragens, sombras que não pude Tocar ou Sentir…
…provavelmente nem sombra fui para os que estavam…
E assim, Senti este Embate da Vida, assistida somente pela absoluta Solidão e Dor incomensuráveis, que ofuscaram qualquer mesquinhez desta minha “vidinha”.
Manela

Depois... - 09/07/09


…a seguir a um estado de euforia emocional e afectiva, de um viver de sensações intensas (sem dúvida), mas solitárias e de tal forma complexas, impregnadas de questionamentos, incertezas, por não se sentir qualquer resposta… surge um fosso que enche a alma de profunda tristeza, desespero, angústia… um sentir de se estar perdido e Só, mesmo tão perto do objecto desse afecto.
Nestes momentos, sentimentos controversos, provocados por esse estado, levam-nos a reacções idiotas e absurdas, que não entendemos… como se não nos pertencessem. Como uma fúria voraz que nos consome e arrasta para lugares obscuros, repletos de intensa angústia espiritual. Aí sentimos que não somos donos de nós.
Existe, sem dúvida, algo superior que nos suplanta e rege.
Depois…é uma condição inequívoca do Agora. O último, podemos conhecer. O primeiro é futuro e incógnita.
A minha constante e presente insegurança é, certamente, impedimento de Viver e consequentemente de Acreditar no sonho que desejo seja real.
Manela

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Acredito - 07/07/09


Acredito na força da vontade, do nosso querer.
Coincidências?
Escolho chamar às “oferendas” que a Vida lá se lembra de nos dar, de longe em longe, (frequentemente quando mais precisamos), de “Momentos” já marcados, no nosso caminho, para serem vividos.
Acredito que, na noite mais escura existe sempre uma luz, por mais ténue que seja. Cabe a nós Vê-la, assim como cabe também a nós Vêr o nosso “ Caminho”.
Acredito no que sinto e absorvo do que me rodeia, pelas vibrações do meu espírito.
Acredito na felicidade, porque sei que depende de mim, permitir-me o direito de vivê-la.
Ao caminhar para ela, tropecei, recentemente, em “algo” que julgava não ter o privilégio de voltar a ver… não sei porquê, nem como, mas é real e existe em mim… apenas me recusava a Vêr.
Este meu “Caminho” não tem sido doce, levando-me muitas vezes a deixar de acreditar na sua importância e até mesmo desejar ver-lhe o fim…
Se hoje, agora, pudesse, se me permitisse, diria sim ao “algo”.
Desejo, com as forças que ainda me restam, Viver o que sinto.
Não quero continuar a dizer “Até já” à Vida, deixando que continue a passar a meu lado.
Desejo passar os sonhos “vivos” do meu mundo interior, para o meu mundo real... por saber que é no último, que reside a sua concretização, pela Vivência.
Manela

Fuga - 30/06/09

Podemos fugir, por algum tempo, da nossa verdade… mas fugir é, somente, adiar.
De quanto tempo dispomos para adiar?
Quanto a mim, o menor possível, isto se desejamos a Vida…
Possuímos em nós mesmos, pelo pensamento e a vontade, um poder de acção que se estende muito além dos limites que conhecemos.
Fugir?
Certamente não será o caminho que escolherei, por mais dolorosa que seja a Minha verdade…
Manela

Sentir - 29/06/09


Manter o sentir de Sentir a Vida,
é um sentir indispensável que alimenta o Existir.
Sempre existirá alguém que me faz falta…
…. as mais recentes, são as que sustentam a Vida,
por doer de uma dor boa de sentir.
Manela

Hoje - 04/06/09


Hoje, parece-me ter acordado de um longo estado de latência, coma profundo.
E neste acordar repentino, instalou-se uma tempestade feroz…o peito aperta e dói, o coração bate desenfreado.
Uma opressão explosiva de sensações e sentimentos que desejam sair deste corpo que os acorrenta. Quero libertá-los e não consigo.
Não consigo encontrar palavras para descrever o que estou a sentir e se existem, desconheço-as, rendo-me à minha ignorância.
Hoje, sinto-me pequenina. Um nada de um Todo.
Hoje, parece-me ter deixado de ser surda, de ter começado a ver.
Renasci ou perdi-me?
Tudo à minha volta tornou-se gigantesco, inalcançável.
Dentro de mim “Algo” implora para que o liberte.
Desejo fazê-lo, sinto o seu sofrimento, mas as correntes também me amarram e eu e o “Algo” pertencemos a uma amálgama de matéria sem possibilidade aparente de fuga…
Manela