quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Aprendi....que ninguém é perfeito,
enquanto não te apaixonas.
Aprendi....que a vida é dura,
mas eu sou mais que ela!!
Aprendi que...quando te importas com rancores e amarguras,
a felicidade vai para outra parte.
Aprendi que...devemos sempre dar palavras boas...
porque amanhã nunca se sabe as que temos que ouvir.
Aprendi que... não posso escolher como me sinto...
…mas posso sempre fazer alguma coisa.
Aprendi que...quando o teu filho, recém-nascido, segura o teu dedo na sua mão,
têm-te preso para toda a vida.
Aprendi que...todos querem viver no cimo da montanha...
…mas toda a felicidade está durante a subida.
Aprendi que... temos que gozar da viagem,
e não apenas pensar na chegada.
Aprendi que...o melhor é dar conselhos só em duas circunstâncias...
quando são pedidos e quando deles depende a vida.
Autor desconhecido

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009


..." Poisa as mãos nos meus olhos, com carinho,
Fecha-os num beijo dolorido e vago...
E deixa-me chorar devagarinho..."

Florbela Espanca

terça-feira, 22 de dezembro de 2009


DERRADEIRA DESPEDIDA

Passam dias, não o tempo,
Congelado em mim o momento,
Em que a minha alma vazia,
Encontrou preenchimento.

Agora, perdida nesse ensejo,
Sem tino, sem alento,
Procura encontrar no fortuito,
O afago de um entendimento…

Que, de entre os ápices vividos,
E as vivências perdidas,
Sobeje um, pequeno que seja,
Na derradeira despedida…

Manela

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Fumo

Longe de ti são ermos os caminhos,
Longe de ti não há luar nem rosas,
Longe de ti há noites silenciosas,
Há dias sem calor, beirais sem ninhos!

Meus olhos são dois velhos pobrezinhos
Perdidos pelas noites invernosas...
Abertos, sonham mãos cariciosas,
Tuas mãos doces, plenas de carinhos!

Os dias são Outonos: choram... choram...
Há crisântemos roxos que descoram...
Há murmúrios dolentes de segredos...

Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!...

Florbela Espanca
Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca
Sem remédio

Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.

E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!

Florbela Espanca

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Prisioneira feliz...


… sonhos desfeitos em bruma de mar,
vão e voltam em dança perpétua.
Cerro os olhos e deixo-me arrebatar …
... areia de praia cativa em espuma de mar…
… legados de perfumes de Vida.
Ali, deixo a minha alma saciar a sua sede…
A amarra que prende minhas asas,
submete-me ao regresso…
… do Tudo para o que me é permitido.
Assim, volto a despertar…
Cerro meus olhos e vou até lá…
… onde a espuma de mar,
inunda meu Ser de perfumes de Vida…
Regresso, de Alma impregnada de cheiro a saudade…
… que de mim faz prisioneira feliz.
Aqui fico, até Desejares…
Manela
A vida

É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!

Todos somos no mundo <>,
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!

A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...

Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!

Florbela Espanca