segunda-feira, 13 de julho de 2009

Hoje - 04/06/09


Hoje, parece-me ter acordado de um longo estado de latência, coma profundo.
E neste acordar repentino, instalou-se uma tempestade feroz…o peito aperta e dói, o coração bate desenfreado.
Uma opressão explosiva de sensações e sentimentos que desejam sair deste corpo que os acorrenta. Quero libertá-los e não consigo.
Não consigo encontrar palavras para descrever o que estou a sentir e se existem, desconheço-as, rendo-me à minha ignorância.
Hoje, sinto-me pequenina. Um nada de um Todo.
Hoje, parece-me ter deixado de ser surda, de ter começado a ver.
Renasci ou perdi-me?
Tudo à minha volta tornou-se gigantesco, inalcançável.
Dentro de mim “Algo” implora para que o liberte.
Desejo fazê-lo, sinto o seu sofrimento, mas as correntes também me amarram e eu e o “Algo” pertencemos a uma amálgama de matéria sem possibilidade aparente de fuga…
Manela

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